Os dois maiores cismas que dividiram a Igreja Católica foram o Cisma do Oriente (1054), que separou o Catolicismo Romano da Igreja Ortodoxa, e o Cisma do Ocidente (1378–1417), que criou múltiplas obediências papais simultâneas. Outras rupturas incluem a Reforma Protestante (1517) e cismas menores como o de Fócio e Acaciano.
1. Cisma do Oriente (1054) - Católicos x Ortodoxos
- O que foi: Divisão oficial entre a Igreja Ocidental (Roma) e a Igreja Oriental (Constantinopla).
- Causas: Diferenças culturais, teológicas (como o uso do Filioque no Credo) e, principalmente, a disputa sobre a primazia do Papa, com o patriarca de Constantinopla, Miguel Cerulário, questionando a autoridade de Roma.
- Desfecho: Excomunhões mútuas entre o Papa Leão IX e o Patriarca Miguel Cerulário, resultando na criação da Igreja Católica Apostólica Romana e da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa.
2. Cisma do Ocidente (1378–1417) - Crise dos Papas
- O que foi: Um período em que a Igreja Católica teve dois, e depois três, líderes alegando ser o verdadeiro Papa.
- Contexto: Após o "Cativeiro de Avignon" (1309-1377), a morte do Papa Gregório XI levou à eleição de um papa em Roma e outro na França, dividindo a Europa.
- Desfecho: Resolvido no Concílio de Constança (1417), que destituiu os papas concorrentes e elegeu Martinho V, restaurando a unidade em Roma.
Outras Rupturas Significativas
- Reforma Protestante (1517): Iniciada por Martinho Lutero, resultou na separação de grande parte da Europa ocidental da Igreja Católica.
- Cisma Acaciano (484-519): Ruptura entre Roma e Constantinopla sobre disputas cristológicas.
- Cisma de Fócio (Século IX): Disputa entre o Papa Nicolau I e o Patriarca Fócio, aumentando as tensões antes de 1054.
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