A Teologia da Libertação (Td L) foi um movimento teológico e pastoral surgido na América Latina nos anos 1960/70, que propôs uma leitura bíblica a partir dos pobres, focada na libertação social, política e econômica contra a opressão, usando ferramentas de análise social. Embora tenha perdido força institucional após forte repressão do Vaticano, perseguição a líderes, o fim da Guerra Fria e a desilusão com o marxismo, ela deixou um legado duradouro na ética cristã.
O que foi a Teologia da Libertação:
- Contexto: Nasceu em meio a regimes militares, pobreza extrema e a influência do Concílio Vaticano II, que incentivou o diálogo com o mundo moderno.
- Pilares: Opção preferencial pelos pobres, "ver, julgar e agir" e a visão de que a fé deve ser engajada na transformação da realidade.
- Figuras Principais: Leonardo Boff, Gustavo Gutiérrez, Dom Paulo Evaristo Arns e Dom Hélder Câmara.
Por que "acabou" ou diminuiu sua influência:
- Repressão Vaticana: Os papas João Paulo II e Bento XVI (então Joseph Ratzinger) consideraram a corrente, especialmente a análise marxista, incompatível com a doutrina católica, punindo teólogos e nomeando bispos conservadores.
- Fim da Guerra Fria: A queda do muro de Berlim enfraqueceu as ideologias de esquerda, base de muitas análises da TdL.
- Críticas Internas e Desvios: Críticos e ex-aderentes, como Frei Clodovis Boff, argumentaram que a teologia se tornou muito política e "imanente" (focada no aqui-agora), esquecendo a transcendência e a fé, reduzindo o cristianismo a um ativismo social.
- Avanço de Outras Correntes: O surgimento de novas expressões religiosas, como o pentecostalismo, atraiu parte do público popular que antes se identificava com as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).
Embora considerada "acuada" ou em "UTI" na sua forma original, elementos da Teologia da Libertação, como a sensibilidade social, permanecem vivos em muitas práticas da Igreja.
Mostrar tudo
Aprofunde seus conhecimentos com o Modo IA
Nenhum comentário:
Postar um comentário