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O financiamento das grandes catedrais medievais (séculos XI-XIV) foi um processo complexo que, embora demonstrasse grande fervor religioso e vitalidade artística, também serviu como motor para corrupção e abusos de poder pela Igreja Católica da época. As construções exigiam quantias imensas, obtidas através de métodos que incluíam dízimos obrigatórios, doações de nobres, turismo de relíquias e, de forma mais controversa, a venda de indulgências.
Financiamento das Grandes Catedrais
- Dízimos e Impostos: O dízimo religioso, muitas vezes obrigatório, era a base da arrecadação, onde agricultores entregavam 10% de sua produção.
- Venda de Indulgências: A Igreja comercializava "cartas de indulgência", que prometiam o perdão da pena temporal dos pecados e a redução do tempo no purgatório, transformando a salvação em um comércio.
- Turismo de Relíquias e Peregrinações: Catedrais exibiam relíquias de santos para atrair peregrinos, que doavam dinheiro em troca de bênçãos, uma fonte de renda muito lucrativa.
- Contribuições Locais: Guildas (associações de artesãos) e nobres financiavam vitrais e partes da catedral para aumentar seu prestígio social e garantir seu lugar no céu.
- Doações de Terras e Bens: A Igreja acumulou vastas extensões de terra e bens materiais, tornando-se uma das instituições mais ricas da Europa.
Abusos Católicos e Corrupção
- Comercialização da Fé: A venda de indulgências foi o abuso mais notório, sendo utilizada para financiar construções suntuosas e o luxo do alto clero, em vez de auxiliar os necessitados.
- Simonia: A venda de cargos eclesiásticos (simonia) era prática comum, permitindo que pessoas sem preparo religioso assumissem posições de poder por dinheiro.
- Uso de Medo: A Igreja utilizava o medo do inferno e a promessa de salvação como ferramentas de coerção para extrair dinheiro da população, incluindo os pobres.
- Exploração Econômica: Catedrais eram vistas como símbolos de poder que muitas vezes oprimiam os camponeses com taxas elevadas para sua construção, gerando ressentimento.
Essa busca desenfreada por recursos para a construção e manutenção de poder levou à diminuição da credibilidade da Igreja e contribuiu diretamente para o surgimento da Reforma Protestante no século XVI, com Martinho Lutero criticando duramente o comércio de indulgências.
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